A primeira cidade fundada por imigrantes italianos do Brasil em 1875, Santa Teresa tem um lugar especial para quem quer conhecer um pouco dessa história: O Museu da Imigração. O espaço foi inaugurado no final de 2016 e ocupa o 2º piso da Galeria

A Galeria Cultural Virgínia Tamanini, localizada ao lado da rodoviária no centro da cidade.

O museu abriga desde utensílios usados no dia a dia das famílias pioneiras como panelas, bules, moedores, passado por roupas típicas, mobílias, baús e até motocicletas e máquinas de escrever e também de costura.

Na parede, uma linha do tempo expõe de maneira didática e precisa fatos importantes ligados à Doce Terra dos Colibris, desde o sorteio dos lotes cedidos pelo governo imperial às pioneiras famílias italianas que chegaram no então chamado núcleo Timbuhy da Colônia de Santa Leopoldina até os dias atuais.

O Museu da Imigração também abriga preciosas peças que retratam a religiosidade e papel dos franciscanos na educação da região, como fundadores da 1ª escola na sede do município, que depois viria a ser o colégio Ítalo Brasileiro e se desdobrar na ESFA (Escola São Francisco de Assis).

Isto porque boa parte do acervo foi doada pelos padres franciscanos, que mantiveram o Museum Seraphicum no município entre 1986 e 1994. É o que conta o Frei José Cortelleti, o Bepe, um dos idealizadores e responsáveis pelo Seraphicum.

“Doamos cerca de 400 peças ao Museu do Imigrante. A ideia de fazer este Museu veio da necessidade de preservar e expor o acervo do Museum Seraphicum, que estava guardado e se deteriorando. Esse processo teve a intermediação do Instituto Leonardo da Vinci, que também apoiou a ideia da criação do Museu do Imigrante”, conta.

Além do acervo religioso, o Seraphicum também legou acervo de objetos pessoais do mais ilustre teresense e um dos mais importantes capixabas: o cientista e ambientalista Augusto Ruschi (1915 – 1986), considerado o patrono nacional da ecologia e referência mundial na luta pela preservação do meio ambiente.

“Inclusive o velho chapéu de Ruschi, que ele usou em expedições pelos quatro cantos do mundo, além da vara e dos lençóis usado para transportar seu corpo até a sepultura no interior da floresta de Santa Lúcia”, conta Bepe, grande amigo de Ruschi.

O Museu da Imigração é mantido pela Prefeitura de Santa Teresa e funciona de quinta – feira à domingo, de 9h às 12h e das 14h às 17h. A entrada custa R$ 2. Estudantes pagam meia. A entrada é franca para crianças e idosos. Para grupos maiores e turmas de estudantes é necessário agendamento prévio, pelo telefone 3259 – 2357.