É de Madureira, subúrbio carioca, um dos super músicos na 6ª edição do Festival Internacional de Jazz e Bossa de Santa Teresa. O compositor, violonista, cantor e arranjador Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, mais conhecido como Guinga, é gente do primeiro time da música brasileira e mundial.

Com influências que vão de Vila Lobos à Bossa Nova passando pelo choro, baião, jazz e até o Clube da Esquina, sua música soa única. Tanto nas composições instrumentais quanto nas vocais.  Seu trabalho solo tem ar renascentista, mas é, acima de tudo,  contemporâneo  e cheio de  brasilidade.

Nascido em 1950 e hoje morador do Leblon, o carioquíssimo Guinga possui um currículo que não deixa dúvida: participou com Cartola da gravação da música O Mundo é um Moinho.  Como instrumentista, também gravou com gente do quilate de Elis Regina, Michel Legrand, Sérgio Mendes, Leila Pinheiro, Chico Buarque, Clara Nunes, Ivan Lins entre outros. Com Francis Hime, compôs e gravou disco em parceria.

Guinga também tem composições com Aldir Blanc, Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Nei Lopes, Sérgio Natureza, Nelson Motta, Simone Guimarães, Francisco Bosco, Mauro Aguiar e Luís Felipe Gama.

O artista já tem mais de 17 cd’s gravados. Mas, curiosamente, o seu primeiro álbum realmente solo só veio acontecer em 2014: o magistral ‘Roendopinho’, que com exceção de uma parceria com Aldir Blanc e outra com Thiago Amud, tem todas as composições do próprio Guinga.  E está disponível no You Tube

No início de abril, o músico acabou de lançar mais um álbum solo: Canção da Impermanência. É quase todo instrumental, ao violão, onde reverencia mestres que influenciaram sua carreira, como Vila Lobos, Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, Ernesto Nazareth e Tom Jobim. Na faixa título e em ‘Lacrimare’ Guinga solta a voz, exibindo com maestria seu lado trovador.

Como uma feliz coincidência por se apresentar na italianíssima Santa Teresa, Guinga lançou outro álbum no início de 2017 em parceria com a compositora, arranjadora e pianista italiana Stefania Tallini. Veja e ouça Vice e Versa, uma das composições deste álbum no you tube link

É difícil, talvez impossível, traduzir a dimensão da obra Guinga. Ouví-lo, claro, é mais adequado. Ainda mais de perto e ao vivo, como na apresentação do artista, que tocará junto com o mestre trompetista brasileiro Jessé Sedoc na tarde de sábado (03 de junho) na Doce Terra dos Colibris, carinhoso apelido de Santa Teresa.

 

Programação completa do Festival de Jazz e Bossa

A 6ª edição Festival Internacional de Jazz e Bossa de Santa Teresa acontece de 02 a 04 de junho no Parque de Exposição localizado na sede do município. E além de atrações no Palco Principal, terá apresentação no Palco Fames, espaço dedicado ao trabalho dos artistas da Faculdade de Música do Espírito Santo.

A realização e organização é da Rota Eventos e Iamond, em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Teresa.  Confira a programação completa do festival:

02/06 (sexta-feira) // INGRESSOS: Blue Ticket; Jaklayne Joias, Belinha Modas (Santa Teresa)

19h00: ABERTURA DOS PORTÕES

PALCO FAMES
20h00 – 21h30 – CORAL DE TROMBONES DA FAMES
23h00 – CONGO JAZZ FAMES

PALCO PRINCIPAL
20h30: FAMES JAZZ BAND E NELSON FARIA
22h00: LUPA SANTIAGO ( BRA )
23h30: TONINHO HORTA E DUDU LIMA ( BRA )
01h00: DANNY VICENT BLUES BAND ( ARG )

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03/06 (sábado)
11h00: ABERTURA DOS PORTÕES // ENTRADA GRATUITA

PALCO FAMES
11h30 – 13h30 – EDU MARTINS TRIO

PALCO PRINCIPAL
12h30: BRUNO SANTOS ( BRA )
14h00: GUINGA E JESSÉ SADOC ( BRA )
16h00: ENCERRAMENTO

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20h00: REABERTURA DOS PORTÕES // INGRESSOS: Blue Ticket, Jaklayne Joias, Belinha Modas (Santa Teresa)

PALCO FAMES
21h30 / 23h – FAMES MB TRIO

PALCO PRINCIPAL
20h30: CHICO CHAGAS ( BRA )
22h00: JJ JACKSON ( USA )
23h30: ED MOTTA ( BRA )
01h00: SAULO SIMONASSI ( BRA )

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04/06 (domingo) // ENTRADA GRATUITA
11h00: ABERTURA DOS PORTÕES

PALCO FAMES
12h00 – 14h00 – FAMES DIXIELAND

PALCO PRINCIPAL
13h00: KATIA ROCHA ( BRA )
14h30: JOYCE MORENO ( BRA )
16h00: ENCERRAMENTO