Uma ode à riquíssima arte italiana, a artistas teresenses e à memória de uma família de imigrantes que se estabeleceu nas montanhas capixabas e ajudou a construir a história de Santa Teresa. Assim é o Memorial Casa do Cedro, espaço inaugurado em 31 de agosto do ano passado e que funciona na localidade da Penha, na entrada da cidade, em frente à fábrica de biscoitos Claid’s e às margens da rodovia ES 261 (Av. Josil Espindula Agostini).

A idealizadora e responsável pelo projeto é a artista plástica e pintora Myriam Loureiro. O memorial é um misto de galeria de artes e museu. Conta também com um auditório e um espaço anexo à ampla varanda, onde é servido ao visitante café com cara, cheiro e sabor da roça.

Na parte interna, objetos antigos usados pelos familiares de Myriam. Louças, talheres, móveis, lençóis, mobília, instrumentos musicais entre outros muitos objetos. Tudo arrumado tal qual o costume das famílias de imigrantes e das primeiras gerações que se formaram em Santa Teresa. Uma das salas homenageia o pai da artista, Licínio Loureiro, que foi prefeito do município na década de 1930.

Outra sala é dedicada às pinturas em tela de Myriam, cujo trabalho é de um refinamento estético e artístico comovente. Além deste, por toda a casa há instalações assinadas pela artista que se inspirou em seus próprios quadros.

Há também pinturas de outra artista teresense, Nair Vervloet. Ela é madrinha de Myriam e recebeu da afilhada uma sala em sua homenagem. E tem ainda os quadros do pintor italiano Luigino Panigas, além da sala Cantinho da Itália, com miniaturas de esculturas de artistas como Michelângelo.

A Casa de Bonecas é uma das atrações do Memorial.

Uma casa de bonecas com peças dos EUA, Espanha e Canadá surpreende pela beleza.  E o espaço dedicado ao artesanato local – notadamente os da comunidade da Penha, dá oportunidade ao visitante de conhecer – também adquirir – o que se faz hoje nas montanhas.

Fachada reproduz aspecto austero, porém belo, das casas antigas dos colonos no interior do ES.

Na parte externa do Memorial,  a reprodução um jardim, pomar, paiol e até uma réplica em tamanho real da fachada de uma casa de colonos, junto com ferramentas agrícolas daquele tempo, completam a experiência de imersão na história.

Míriam com uma de suas obras expostas no Memorial.

Aos 76 anos e dona de vitalidade e paixão pela vida contagiantes, Myriam conta que o amor pela arte foi uma herança de seu pai Licínio Loureiro e de sua mãe Stephania Bárbara Vervloet Loureiro. Esta lhe ensinou canto, atividade que faz questão de manter viva. Já o nome do Memorial é homenagem ao cedro plantado por seu pai ao chegar na propriedade em 1939. Árvore que se tornou um gigante inconfundível na paisagem da entrada de Santa Teresa para quem vem por Fundão ou pela Estrada do Imigrante, por Santa Leopoldina.

Viajei à Itália, onde vi crianças entrando nas bienais. Meu sonho é criar isto aqui. A criação do Memorial Casa do Cedro tem esse intuito cultural, educacional”, explica Myriam, que também fez questão de homenagear o marido, Tabajara Ribeiro de Oliveira, dando o nome dele ao auditório. Tabajara foi renomado médico anestesista e faleceu recentemente.

 

Serviço

Memorial Casa do Cedro

Aberto de quarta-feira à domingo das 9h às 18h

Entrada: R$ 10 (meia)

Contato: 3259 – 1308 / 2235 – 8067 / 9 9837 – 8877

E-mail : memorialcasadocedro@gmail.com

Endereço – Av Josil Espíndula Agostini (ES 261), nº 555, distrito da Penha.